Cansado de abrir aquelas planilhas disponíveis nos sites de concursos e nunca ver seu nome, B resolve se beliscar, ir ao banheiro, tomar um café, quem sabe pular da janela mais próxima pra ver se na verdade tudo não passou de um sonho e que na verdade ele levantará da cama de um salto e descobrirá como é bom ir trabalhar com a esperança de ter passado na prova. E ao remoer esse possível sonho, B descobre que nele também ele não passou, e que na verdade o gostoso mesmo é o trajeto que ele faz da cama até o trabalho, até o exato momento em que ele decide abrir o maldito site, caindo em si dos seus pecados e se achando um tremendo fracassado.
A verdade é que se B soubesse que desde o espreguiçar até o calmamente sentar e googlar, ele fora feliz, B passaria a vida no trajeto, apenas indo e voltando, sem nunca consultar sequer aquele livrinho dado pelos fanáticos de igreja de plantão. B fora feliz, e quem sabe venha a ser um dia, se souber que a vida é feita de vários trajetos iluminados obscuros e vários momentos tristes resplandescentes.
Quem sabe B estude, não deixe a preguiça lhe domar, assim como tem feito durante muito e muito tempo, quem sabe assim ele encontre não um trajeto repetitivo, mas uma trilha desconhecida, que desemboca na felicidade, e que durante todo o trecho é possível sentir o cheiro da alegria.
Até lá tantos obstáculos estão por vir, novos pornôs estão para ser lançados, séries novas no ar, uma nova bunda começa a pegar o metrô das 11, o sono começa a falar mais alto e todo o desespero de não ver o nome da lista é esquecido e tudo se repete. Como sempre, tudo se repete...
Mas, e agora, José?
Ideias e blasfêmias de um protótipo de Neandertal, nascido e criado no beco de um bar na Rússia, que só fala português por mera questão do acaso.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Vontades pela Naja
Seus olhos têm presas, presas pontiagudas,
E que me dão uma vontade tremenda de sentir a força de sua mordida. Sua íris, como a língua duma naja, dançam de um lado pro outro, só tecendo sua vítima. Quem te olha por mais que 2 segundos caí perante seus pés, te desejando até a morte, buscando saciar essa vontade louca que você suscita, suspirando em seus ouvidos, eriçando os pelos das orelhas, arranhando seu coração por dentro. Quero possuir seu corpo, unir-me carne com carne, como num ritual, e fazer sua cabeça cair pra trás, virando os olhos e gritando de ira e tesão. Você é capaz de me seduzir com os olhos fechados, me faz querer abri-los só para que eles me mordam.
E que me dão uma vontade tremenda de sentir a força de sua mordida. Sua íris, como a língua duma naja, dançam de um lado pro outro, só tecendo sua vítima. Quem te olha por mais que 2 segundos caí perante seus pés, te desejando até a morte, buscando saciar essa vontade louca que você suscita, suspirando em seus ouvidos, eriçando os pelos das orelhas, arranhando seu coração por dentro. Quero possuir seu corpo, unir-me carne com carne, como num ritual, e fazer sua cabeça cair pra trás, virando os olhos e gritando de ira e tesão. Você é capaz de me seduzir com os olhos fechados, me faz querer abri-los só para que eles me mordam.
domingo, 22 de setembro de 2013
Notas Dantescas
Morrer, dormir, talvez brindar os desejos secretos escondidos pelos refletores mágicos comprados na 25 de março. Eis tudo que assombra um homem (para as feministas, leia-se "mulher"). Os conflitos entre ser e não ser, dormir e sucumbir, enterrar e avacalhar.
Um dia, só para experimentar os requintes de tamanha liberdade desejabilística, propus invadir um cemitério, roubar uma caveira às escondidas e fugir para o Tibete, onde eu poderia doá-la para um museu de pessoas humanas que morreram por causas outras que não a fome ou sede. Talvez até mesmo subornar o sindico do cemitério, trocar uma caveira do hamlet que veio no jornal da banca da esquina por um autêntico crânio, aí estava o meu desejo. E pergunto-me: Por que eu precisava de um crânio verdadeiro? E respondo-me: Para sentir as mazelas que Shakespeare se referiu.
Experimentar a loucura, a verdadeira falsa loucura, que Hamlet sempre sentiu durante sua vida. Então surge a dúvida: Se uma pessoa passa a vida fingindo uma loucura, não seria ela de fato louca?
Talvez essa dúvida na própria pessoa é o que gere o conflito, que é sucumbido pelos vermes da carne que aparecem quando a caveira fica muito tempo exposta à luz da minha cozinha.
Na minha cozinha eu poderia matar todos que estavam ali presente, pois na cozinha é o melhor lugar para se cometer um verdadeiro suícidio de onde se espera retirar um crânio saudável, segundo estudos feitos por algum órgão com letras máisculas juntas e separadas por pontos justapostos, como "A.S.D.F".
Esse é um texto sem revisão, sem julgamento, sem pensamentos, apenas para deixar a fluidade exercer o seu bem sobre meu futuro personagem. Toda essa questão Hamletiana precisa se interiorizar nas raízes do meu cabelo crespo. Talvez eu use uma mordaça, no estilo Hannibal, para que não possa matar metade do elenco de mordidas causada pela minha enfermidade. Quanto mais penso, mais enfermo fico, mas nenhuma enfermeira me aparece. Onde estão nossas fantasias neste momento de desespero?
Hoje eu vou dormir com uma caveira e acordar com um pensamento.
Um dia, só para experimentar os requintes de tamanha liberdade desejabilística, propus invadir um cemitério, roubar uma caveira às escondidas e fugir para o Tibete, onde eu poderia doá-la para um museu de pessoas humanas que morreram por causas outras que não a fome ou sede. Talvez até mesmo subornar o sindico do cemitério, trocar uma caveira do hamlet que veio no jornal da banca da esquina por um autêntico crânio, aí estava o meu desejo. E pergunto-me: Por que eu precisava de um crânio verdadeiro? E respondo-me: Para sentir as mazelas que Shakespeare se referiu.
Experimentar a loucura, a verdadeira falsa loucura, que Hamlet sempre sentiu durante sua vida. Então surge a dúvida: Se uma pessoa passa a vida fingindo uma loucura, não seria ela de fato louca?
Talvez essa dúvida na própria pessoa é o que gere o conflito, que é sucumbido pelos vermes da carne que aparecem quando a caveira fica muito tempo exposta à luz da minha cozinha.
Na minha cozinha eu poderia matar todos que estavam ali presente, pois na cozinha é o melhor lugar para se cometer um verdadeiro suícidio de onde se espera retirar um crânio saudável, segundo estudos feitos por algum órgão com letras máisculas juntas e separadas por pontos justapostos, como "A.S.D.F".
Esse é um texto sem revisão, sem julgamento, sem pensamentos, apenas para deixar a fluidade exercer o seu bem sobre meu futuro personagem. Toda essa questão Hamletiana precisa se interiorizar nas raízes do meu cabelo crespo. Talvez eu use uma mordaça, no estilo Hannibal, para que não possa matar metade do elenco de mordidas causada pela minha enfermidade. Quanto mais penso, mais enfermo fico, mas nenhuma enfermeira me aparece. Onde estão nossas fantasias neste momento de desespero?
Hoje eu vou dormir com uma caveira e acordar com um pensamento.
sábado, 10 de agosto de 2013
Por você..
Eu enfrentaria filas gigantes de mercadinhos de esquina.
Aceitaria balas de troco logo após uma saída do dentista.
Viajaria para o sul sem roupas quentes.
Levaria tiros no Leblon só para devolver a bolsa de uma velha senhora assaltada.
Prestaria vestibular sem canetas.
Beberia uma sopa de água com canela fervendo.
Faria baldeações de trânsito pela manhã.
Pisaria num formigueiro descalço.
Conversaria com evangélicos às 8 horas num domingo ensolarado.
Ligaria para o telemarketing do meu banco pra cancelar minha conta.
Mas nada disso é concreto, é tudo tão ilusório quanto um quadro 3D que fica plano numa simples inclinada de cabeça.
Por agora só me resta esperar a última microonda do lago atingir sua margem e torcer para que as previsões (não do tempo) estejam corretas.
Aceitaria balas de troco logo após uma saída do dentista.
Viajaria para o sul sem roupas quentes.
Levaria tiros no Leblon só para devolver a bolsa de uma velha senhora assaltada.
Prestaria vestibular sem canetas.
Beberia uma sopa de água com canela fervendo.
Faria baldeações de trânsito pela manhã.
Pisaria num formigueiro descalço.
Conversaria com evangélicos às 8 horas num domingo ensolarado.
Ligaria para o telemarketing do meu banco pra cancelar minha conta.
Mas nada disso é concreto, é tudo tão ilusório quanto um quadro 3D que fica plano numa simples inclinada de cabeça.
Por agora só me resta esperar a última microonda do lago atingir sua margem e torcer para que as previsões (não do tempo) estejam corretas.
domingo, 14 de julho de 2013
Meu armário
Meu armário foi construído com vigas de concreto. Ele era especial, tinha espaço para minhas armaduras matinais e alguns calabouços escondidos em pequeninas gavetas. Meu armário não aparentava ser um armário, mais parecia um lustre, todo rebuscado e com detalhes em relevo que impressionavam os olhos dos virgens imobiliários. Lá dentro era possível fazer romances e romancear como nos primeiros dias da primavera. O som ambiente era de pássaros que cantavam à liberdade e a temperatura agradaria até o mais desconfiado dos físicos. Meu armário era único, até o momento em que uma grande salamandra o roubou de mim e o enfeitiçou para que se tornasse nada mais que sapatos. Hoje, meu armário não vibra como nos tempos de outrora, não canta como se mil pássaros estivessem em coro sentados em algum cabide. Meu armário simplesmente me leva por aí, e de vez em quando topa com algum desconhecido que no futuro seja do conhecimento da consciência, mas ele nada mais faz do que obedecer ordens. Hoje eu perdi todo meu acervo de armaduras.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Procura-se matador de tela azul
"Microsoft pagará até R$ 300 mil para quem achar falhas em seus softwares" - Notícia publicada em algum jornal e replicada em todos os outros.
Jobs era um menino de pele grisalha e cabelo bronzeado, raquítico e torneado, devido à recomendação de seu veterinário de que surfasse nos ônibus 6 horas ao dia. Certo dia, quando acorda, o vento bate em seu cabelo e o lembra de não ter fechado a janela, ao ir interromper a marcha pelo direito de ir e vir do vento, Jobs tem uma súbita vontade de mexer no computador, porque aparentemente a janela lhe lembrou Windows, que por sua vez lembrou Microsoft, que por sua vez o lembrou da tela azul.
Completamente revoltado pela imagem da tela azul aparecer e ficar em sua mente feito manifestante em dia de feira, que senta e fica sem água por sete dias até que lhe vendam a mandioca a 3 reais e não mais que isso, Jobs sente a necessidade de mudar o mundo e causar uma revolução na era da informática informativa.
Decidido e compenetrado, abre seu laptop em meio a tantas parafernalhas computadorizadas, que de tanto usadas já eram até uma extensão de seu corpo, e começa a teclar loucamente como em filmes americanos. É possível visualizar faíscas pela quantidade de letras por nanomicrosegundos que ele consegue atingir e isto assusta Bill, que acorda e vê aquela fogueira que espalha letras nas labaredas. Bill consegue enxergar ali um garoto que está abusando de seu sistema e vê nisso uma ameaça. Veste sua calça de seda apertada e parte para a guerra armado de um jogo de vídeo game ultra viciante e mais alguns condimentos caloríficos que elevam a gordura ao nível de horas que ele passa jogando.
Ao chegar na casa de Jobs, Bill o encontra morto, engasgado com uma das teclas, que por coincidência era o "delete". Bill se desespera e vai olhar a tela do rapaz. Nela estava escrito "Você chegou ao fundo do poço, para ir mais longe e decifrar o grandioso mistério da tela azul, você precisaria de um exército de um milhão de crianças chinesas de 11 anos. Saia daqui, pinguim".
Bill conclui que a morte veio ao tentar elucidar o que o grande mestre queria dizer com um milhão de crianças chinesas, aparentemente era um poderoso anagrama e ele não cai na armadilha de tentar desvendá-lo e imediatamente chama as forças armadas, oferece uma grandiosa recompensa para quem descobrir o veneno que saiu do próprio criador numa cria com o sistema operacional, resultando na charada perfeita.
Felizmente a china possui chineses o suficiente para acalmar o mundo e ainda há uma esperança para a população que aqui se encontra e deseja usar o windows de janela aberta.
Jobs era um menino de pele grisalha e cabelo bronzeado, raquítico e torneado, devido à recomendação de seu veterinário de que surfasse nos ônibus 6 horas ao dia. Certo dia, quando acorda, o vento bate em seu cabelo e o lembra de não ter fechado a janela, ao ir interromper a marcha pelo direito de ir e vir do vento, Jobs tem uma súbita vontade de mexer no computador, porque aparentemente a janela lhe lembrou Windows, que por sua vez lembrou Microsoft, que por sua vez o lembrou da tela azul.
Completamente revoltado pela imagem da tela azul aparecer e ficar em sua mente feito manifestante em dia de feira, que senta e fica sem água por sete dias até que lhe vendam a mandioca a 3 reais e não mais que isso, Jobs sente a necessidade de mudar o mundo e causar uma revolução na era da informática informativa.
Decidido e compenetrado, abre seu laptop em meio a tantas parafernalhas computadorizadas, que de tanto usadas já eram até uma extensão de seu corpo, e começa a teclar loucamente como em filmes americanos. É possível visualizar faíscas pela quantidade de letras por nanomicrosegundos que ele consegue atingir e isto assusta Bill, que acorda e vê aquela fogueira que espalha letras nas labaredas. Bill consegue enxergar ali um garoto que está abusando de seu sistema e vê nisso uma ameaça. Veste sua calça de seda apertada e parte para a guerra armado de um jogo de vídeo game ultra viciante e mais alguns condimentos caloríficos que elevam a gordura ao nível de horas que ele passa jogando.
Ao chegar na casa de Jobs, Bill o encontra morto, engasgado com uma das teclas, que por coincidência era o "delete". Bill se desespera e vai olhar a tela do rapaz. Nela estava escrito "Você chegou ao fundo do poço, para ir mais longe e decifrar o grandioso mistério da tela azul, você precisaria de um exército de um milhão de crianças chinesas de 11 anos. Saia daqui, pinguim".
Bill conclui que a morte veio ao tentar elucidar o que o grande mestre queria dizer com um milhão de crianças chinesas, aparentemente era um poderoso anagrama e ele não cai na armadilha de tentar desvendá-lo e imediatamente chama as forças armadas, oferece uma grandiosa recompensa para quem descobrir o veneno que saiu do próprio criador numa cria com o sistema operacional, resultando na charada perfeita.
Felizmente a china possui chineses o suficiente para acalmar o mundo e ainda há uma esperança para a população que aqui se encontra e deseja usar o windows de janela aberta.
domingo, 9 de junho de 2013
Sombras junto ao poste
Esse meu grande engano em acreditar em planos que vão durar pra sempre até que a platéia saia com as retinas cansadas vai durar pra sempre, pois não quero ficar dependente exclusivamente do humor que mais desce do que sobe, nessa montanha-russa. Se eles não fossem tão loucos, e se eu não fosse nenhum pouco liso, quem sabe, um dia, a atmosfera pudesse criar um clima capaz de nos conectar. Talvez, se o mundo desfocasse, se o roteirista dos grandes planos fosse demitido. Quem sabe ser protagonista seja uma boa opção. Ficar sob o foco de luz, atrair opiniões que divergem mais que crentes e descrentes em religiões, porque de louco todos tem um pouco, mas eles insistem em compartilhar através de conversas nada agradáveis que nunca levam além da cerca que rodeia o jardim das cerejeiras dos grandes súditos, defendidos pelos seus escudos de platinum, redondos e transparentes. E nesse momento eu só fico como espectador.
Eu posso ser sempre seu televisor, o nariz que enfeita o seu rosto ou aquela pinta que dá um charme e atraí olhares de fotógrafos que podem te levar para as capas de uma revista do nível cultural de pessoas monossilábicas, musicalmente falando.
É só você querer. É só eu querer. É só nós querermos. Juntando o pretérito do passado imperfeito com a perfeição do presente indomável.
Eu posso ser sempre seu televisor, o nariz que enfeita o seu rosto ou aquela pinta que dá um charme e atraí olhares de fotógrafos que podem te levar para as capas de uma revista do nível cultural de pessoas monossilábicas, musicalmente falando.
É só você querer. É só eu querer. É só nós querermos. Juntando o pretérito do passado imperfeito com a perfeição do presente indomável.
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