- Minha cabeça é governada pelos irmãos sim: eles dizem sim para tudo;
- McChá Feliz;
- Meu cérebro estava pensando tanto que imaginava ouvir os batimentos cardíacos do meu travesseiro;
- Praticante de Mojuba, um esporte social;
- Uísque, vinho ou violão. Uma escolha determina todo o seu rolê;
- Meu pai ia no banheiro, e o cachorro ia atrás (essa é só pra quem leu A Torre Negra; como eu li, tá valendo)
- Acho que fiz um furo no meu inconsciente; e tem alguém neste exato momento enfiando 2 dedos nele. Que bom;
- Ideias boas vem antes de eu me olhar no espelho;
- Devia ser crime se olhar no espelho sem ver o seu reflexo;
- Eu estava com a cabeça tão aberta que fui coçá-la e saiu uma ideia sem acento;
- Vou ficar deitado de olhos abertos até vir uma ideia poética de sono;
- O Córtex foi fazer um marmitex pra sua ex;
- Os índios deram origem aos pernilongos;
- Daqui uns 100 anos vão olhar esse monte de foto do Instagram e achar que ele é um artista;
- Fórmula para inflação do ego: use o Facebook e finja não se importar com as notificações (quanto melhor esse último passo for executado, melhor o resultado);
- Enquanto o brilho da tela do celular for mais importante que o brilho dos olhos, não haverá revolução;
- Meu sono foi sequestrado e pediram favores sexuais a um boneco em troca;
- O papel da minha mãe na minha vida é de seda;
- Fui educado por pais russos e mães eslavófilas;
- No meu vagabundar constante eu me tornei um antifuncionário;
Ideias e blasfêmias de um protótipo de Neandertal, nascido e criado no beco de um bar na Rússia, que só fala português por mera questão do acaso.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Notas da madruga
Meu sono foi roubado, porém, me deram (se você for ateu, considere o universo) algumas ideias sonambulísticas:
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Fábula do camelo
O camelo viajava pelas areias escandinavas da França (assumi-se que, neste mundo, escandinavo é uma qualidade e a França possui desertos) e a Corcova ia atrás.
Até o momento de repouso, quando a Corcova já não sabia se ainda era uma Corcova ou uma Corcunda. Neste fálico instante, Sua corcova cansou. Quis ser uma borboleta e pensava com mil diachos que seria a mais nobre borboleta do reino desértico da França islâmica.
(neste mundo, quando as pessoas cansam elas têm vontades). Pensava, pairava e tomava dia e noite anabolizantes que faziam crescer asas: Um tal de WingsGenerator.
40 dias depois, quando um minúsculo fiapo de um rascunho de asa começou a despontar, a Corcova não desejava mais nada. Queria era silêncio e água.
Arrependida de tanto anabolizante, ela se enfiou num desses programas de anomalias russas, fez muito sucesso e desejou seguir o camelo novamente.
Moral da história: Quem nasceu corcunda, nunca morre careca.
Até o momento de repouso, quando a Corcova já não sabia se ainda era uma Corcova ou uma Corcunda. Neste fálico instante, Sua corcova cansou. Quis ser uma borboleta e pensava com mil diachos que seria a mais nobre borboleta do reino desértico da França islâmica.
(neste mundo, quando as pessoas cansam elas têm vontades). Pensava, pairava e tomava dia e noite anabolizantes que faziam crescer asas: Um tal de WingsGenerator.
40 dias depois, quando um minúsculo fiapo de um rascunho de asa começou a despontar, a Corcova não desejava mais nada. Queria era silêncio e água.
Arrependida de tanto anabolizante, ela se enfiou num desses programas de anomalias russas, fez muito sucesso e desejou seguir o camelo novamente.
Moral da história: Quem nasceu corcunda, nunca morre careca.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Tudo se repete
Cansado de abrir aquelas planilhas disponíveis nos sites de concursos e nunca ver seu nome, B resolve se beliscar, ir ao banheiro, tomar um café, quem sabe pular da janela mais próxima pra ver se na verdade tudo não passou de um sonho e que na verdade ele levantará da cama de um salto e descobrirá como é bom ir trabalhar com a esperança de ter passado na prova. E ao remoer esse possível sonho, B descobre que nele também ele não passou, e que na verdade o gostoso mesmo é o trajeto que ele faz da cama até o trabalho, até o exato momento em que ele decide abrir o maldito site, caindo em si dos seus pecados e se achando um tremendo fracassado.
A verdade é que se B soubesse que desde o espreguiçar até o calmamente sentar e googlar, ele fora feliz, B passaria a vida no trajeto, apenas indo e voltando, sem nunca consultar sequer aquele livrinho dado pelos fanáticos de igreja de plantão. B fora feliz, e quem sabe venha a ser um dia, se souber que a vida é feita de vários trajetos iluminados obscuros e vários momentos tristes resplandescentes.
Quem sabe B estude, não deixe a preguiça lhe domar, assim como tem feito durante muito e muito tempo, quem sabe assim ele encontre não um trajeto repetitivo, mas uma trilha desconhecida, que desemboca na felicidade, e que durante todo o trecho é possível sentir o cheiro da alegria.
Até lá tantos obstáculos estão por vir, novos pornôs estão para ser lançados, séries novas no ar, uma nova bunda começa a pegar o metrô das 11, o sono começa a falar mais alto e todo o desespero de não ver o nome da lista é esquecido e tudo se repete. Como sempre, tudo se repete...
Mas, e agora, José?
A verdade é que se B soubesse que desde o espreguiçar até o calmamente sentar e googlar, ele fora feliz, B passaria a vida no trajeto, apenas indo e voltando, sem nunca consultar sequer aquele livrinho dado pelos fanáticos de igreja de plantão. B fora feliz, e quem sabe venha a ser um dia, se souber que a vida é feita de vários trajetos iluminados obscuros e vários momentos tristes resplandescentes.
Quem sabe B estude, não deixe a preguiça lhe domar, assim como tem feito durante muito e muito tempo, quem sabe assim ele encontre não um trajeto repetitivo, mas uma trilha desconhecida, que desemboca na felicidade, e que durante todo o trecho é possível sentir o cheiro da alegria.
Até lá tantos obstáculos estão por vir, novos pornôs estão para ser lançados, séries novas no ar, uma nova bunda começa a pegar o metrô das 11, o sono começa a falar mais alto e todo o desespero de não ver o nome da lista é esquecido e tudo se repete. Como sempre, tudo se repete...
Mas, e agora, José?
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Vontades pela Naja
Seus olhos têm presas, presas pontiagudas,
E que me dão uma vontade tremenda de sentir a força de sua mordida. Sua íris, como a língua duma naja, dançam de um lado pro outro, só tecendo sua vítima. Quem te olha por mais que 2 segundos caí perante seus pés, te desejando até a morte, buscando saciar essa vontade louca que você suscita, suspirando em seus ouvidos, eriçando os pelos das orelhas, arranhando seu coração por dentro. Quero possuir seu corpo, unir-me carne com carne, como num ritual, e fazer sua cabeça cair pra trás, virando os olhos e gritando de ira e tesão. Você é capaz de me seduzir com os olhos fechados, me faz querer abri-los só para que eles me mordam.
E que me dão uma vontade tremenda de sentir a força de sua mordida. Sua íris, como a língua duma naja, dançam de um lado pro outro, só tecendo sua vítima. Quem te olha por mais que 2 segundos caí perante seus pés, te desejando até a morte, buscando saciar essa vontade louca que você suscita, suspirando em seus ouvidos, eriçando os pelos das orelhas, arranhando seu coração por dentro. Quero possuir seu corpo, unir-me carne com carne, como num ritual, e fazer sua cabeça cair pra trás, virando os olhos e gritando de ira e tesão. Você é capaz de me seduzir com os olhos fechados, me faz querer abri-los só para que eles me mordam.
domingo, 22 de setembro de 2013
Notas Dantescas
Morrer, dormir, talvez brindar os desejos secretos escondidos pelos refletores mágicos comprados na 25 de março. Eis tudo que assombra um homem (para as feministas, leia-se "mulher"). Os conflitos entre ser e não ser, dormir e sucumbir, enterrar e avacalhar.
Um dia, só para experimentar os requintes de tamanha liberdade desejabilística, propus invadir um cemitério, roubar uma caveira às escondidas e fugir para o Tibete, onde eu poderia doá-la para um museu de pessoas humanas que morreram por causas outras que não a fome ou sede. Talvez até mesmo subornar o sindico do cemitério, trocar uma caveira do hamlet que veio no jornal da banca da esquina por um autêntico crânio, aí estava o meu desejo. E pergunto-me: Por que eu precisava de um crânio verdadeiro? E respondo-me: Para sentir as mazelas que Shakespeare se referiu.
Experimentar a loucura, a verdadeira falsa loucura, que Hamlet sempre sentiu durante sua vida. Então surge a dúvida: Se uma pessoa passa a vida fingindo uma loucura, não seria ela de fato louca?
Talvez essa dúvida na própria pessoa é o que gere o conflito, que é sucumbido pelos vermes da carne que aparecem quando a caveira fica muito tempo exposta à luz da minha cozinha.
Na minha cozinha eu poderia matar todos que estavam ali presente, pois na cozinha é o melhor lugar para se cometer um verdadeiro suícidio de onde se espera retirar um crânio saudável, segundo estudos feitos por algum órgão com letras máisculas juntas e separadas por pontos justapostos, como "A.S.D.F".
Esse é um texto sem revisão, sem julgamento, sem pensamentos, apenas para deixar a fluidade exercer o seu bem sobre meu futuro personagem. Toda essa questão Hamletiana precisa se interiorizar nas raízes do meu cabelo crespo. Talvez eu use uma mordaça, no estilo Hannibal, para que não possa matar metade do elenco de mordidas causada pela minha enfermidade. Quanto mais penso, mais enfermo fico, mas nenhuma enfermeira me aparece. Onde estão nossas fantasias neste momento de desespero?
Hoje eu vou dormir com uma caveira e acordar com um pensamento.
Um dia, só para experimentar os requintes de tamanha liberdade desejabilística, propus invadir um cemitério, roubar uma caveira às escondidas e fugir para o Tibete, onde eu poderia doá-la para um museu de pessoas humanas que morreram por causas outras que não a fome ou sede. Talvez até mesmo subornar o sindico do cemitério, trocar uma caveira do hamlet que veio no jornal da banca da esquina por um autêntico crânio, aí estava o meu desejo. E pergunto-me: Por que eu precisava de um crânio verdadeiro? E respondo-me: Para sentir as mazelas que Shakespeare se referiu.
Experimentar a loucura, a verdadeira falsa loucura, que Hamlet sempre sentiu durante sua vida. Então surge a dúvida: Se uma pessoa passa a vida fingindo uma loucura, não seria ela de fato louca?
Talvez essa dúvida na própria pessoa é o que gere o conflito, que é sucumbido pelos vermes da carne que aparecem quando a caveira fica muito tempo exposta à luz da minha cozinha.
Na minha cozinha eu poderia matar todos que estavam ali presente, pois na cozinha é o melhor lugar para se cometer um verdadeiro suícidio de onde se espera retirar um crânio saudável, segundo estudos feitos por algum órgão com letras máisculas juntas e separadas por pontos justapostos, como "A.S.D.F".
Esse é um texto sem revisão, sem julgamento, sem pensamentos, apenas para deixar a fluidade exercer o seu bem sobre meu futuro personagem. Toda essa questão Hamletiana precisa se interiorizar nas raízes do meu cabelo crespo. Talvez eu use uma mordaça, no estilo Hannibal, para que não possa matar metade do elenco de mordidas causada pela minha enfermidade. Quanto mais penso, mais enfermo fico, mas nenhuma enfermeira me aparece. Onde estão nossas fantasias neste momento de desespero?
Hoje eu vou dormir com uma caveira e acordar com um pensamento.
sábado, 10 de agosto de 2013
Por você..
Eu enfrentaria filas gigantes de mercadinhos de esquina.
Aceitaria balas de troco logo após uma saída do dentista.
Viajaria para o sul sem roupas quentes.
Levaria tiros no Leblon só para devolver a bolsa de uma velha senhora assaltada.
Prestaria vestibular sem canetas.
Beberia uma sopa de água com canela fervendo.
Faria baldeações de trânsito pela manhã.
Pisaria num formigueiro descalço.
Conversaria com evangélicos às 8 horas num domingo ensolarado.
Ligaria para o telemarketing do meu banco pra cancelar minha conta.
Mas nada disso é concreto, é tudo tão ilusório quanto um quadro 3D que fica plano numa simples inclinada de cabeça.
Por agora só me resta esperar a última microonda do lago atingir sua margem e torcer para que as previsões (não do tempo) estejam corretas.
Aceitaria balas de troco logo após uma saída do dentista.
Viajaria para o sul sem roupas quentes.
Levaria tiros no Leblon só para devolver a bolsa de uma velha senhora assaltada.
Prestaria vestibular sem canetas.
Beberia uma sopa de água com canela fervendo.
Faria baldeações de trânsito pela manhã.
Pisaria num formigueiro descalço.
Conversaria com evangélicos às 8 horas num domingo ensolarado.
Ligaria para o telemarketing do meu banco pra cancelar minha conta.
Mas nada disso é concreto, é tudo tão ilusório quanto um quadro 3D que fica plano numa simples inclinada de cabeça.
Por agora só me resta esperar a última microonda do lago atingir sua margem e torcer para que as previsões (não do tempo) estejam corretas.
domingo, 14 de julho de 2013
Meu armário
Meu armário foi construído com vigas de concreto. Ele era especial, tinha espaço para minhas armaduras matinais e alguns calabouços escondidos em pequeninas gavetas. Meu armário não aparentava ser um armário, mais parecia um lustre, todo rebuscado e com detalhes em relevo que impressionavam os olhos dos virgens imobiliários. Lá dentro era possível fazer romances e romancear como nos primeiros dias da primavera. O som ambiente era de pássaros que cantavam à liberdade e a temperatura agradaria até o mais desconfiado dos físicos. Meu armário era único, até o momento em que uma grande salamandra o roubou de mim e o enfeitiçou para que se tornasse nada mais que sapatos. Hoje, meu armário não vibra como nos tempos de outrora, não canta como se mil pássaros estivessem em coro sentados em algum cabide. Meu armário simplesmente me leva por aí, e de vez em quando topa com algum desconhecido que no futuro seja do conhecimento da consciência, mas ele nada mais faz do que obedecer ordens. Hoje eu perdi todo meu acervo de armaduras.
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