Vou fazer um som no barulho
Algo como um grande maduro
Oi, eu disse meio assim,
Meio assado,
Meio envolvido na aglutinação do ar
Pára! O que eu quero é continuar
E não parAr
HoiHei, eu sou um grande Timóteo
Que encontrou no inferno a saída
Para um grande problema
Pra que ser feliz com soluções
Se eu posso ser feliz com situações
Má resolVidas
Como um pássaro num galho
Esperando a formiga subir
Toda extensão da grande
Árvore
Eu fico aqui, esperando..
Um hiato de silêncio
Mas para escrever é melhor
Uma grande bateria de barulhos
Revolucionários
Tênis sem nó!
Caras sem rugas! Vidas sem problemas..
Pra quê? Hei, bora ser humilde
Rastejar entre paredes, esperando sua vez
Pra atravessar aquele grande farol
De uma avenida vazia
Que triste.
Faltam horas para esses grandes tabus.
Encontro-me numa tabuleta
Pré-destinado a nunca ser
Dois mais dois igual a cinco
E sim seis
Porque multiplico
Ao invés de somar.
Ideias e blasfêmias de um protótipo de Neandertal, nascido e criado no beco de um bar na Rússia, que só fala português por mera questão do acaso.
sábado, 19 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Ode à Lua Sangrenta
Na noite da lua sangrenta eu acordei
Nunca acordo durante à noite
Algo pairando no ar
Na noite mais que Dela.
Todo o céu era vermelho,
Vermelho Sangue, Vermelho Vivo
Pensamentos e Lembranças
Vermelhos, Viscosos
Tinha medo, sangue, uivo, calamidade, histeria.
O próprio Mal tecendo o Ar
Marionete de suicídio Global
Senti inspirações tocantes aos mestres do Terror
Capaz de escrever um livro com tinta de Sangue
Se no chão frio lá fora me deitasse
Num estado de possessão
Escreveria uma ode ao Caos
Com os límpidos dentes de Belzebu.
Tentei alcançar a Lua com meu olhar
"Você não deve passar"
Camada com vida própria
Sopro do Diabo com hálito de carniça
Impede tudo vivente de passar.
Consciente do meu despertar
Inconsciente da origem do chamado
Muitos com o desejo de olhar
Ela, que sempre esteve lá,
Agora vestida para matar.
Caminhando no escuro, com cuidado
Como que para não acordar o grande espírito
Jazido morto (?) na casa de todos
Guiado pela respiração gélida do vento
O Tempo cavalgando para trás
Eu a duras penas para frente.
Tudo era falso, era Morte,
Era suicídio e era Bom
O fim da Era
Natureza na Limpeza e Reciclagem
Naturalmente.
Sorrindo, Ela me benzeu
Com lágrimas chorosas
Para pesar mais efeitos
Que causas
A fim de certificar minha insanidade
Dei uma última olhada lá fora
Só pra garantir
Que o Terror estivesse mesmo instaurado.
Nunca acordo durante à noite
Algo pairando no ar
Na noite mais que Dela.
Todo o céu era vermelho,
Vermelho Sangue, Vermelho Vivo
Pensamentos e Lembranças
Vermelhos, Viscosos
Tinha medo, sangue, uivo, calamidade, histeria.
O próprio Mal tecendo o Ar
Marionete de suicídio Global
Senti inspirações tocantes aos mestres do Terror
Capaz de escrever um livro com tinta de Sangue
Se no chão frio lá fora me deitasse
Num estado de possessão
Escreveria uma ode ao Caos
Com os límpidos dentes de Belzebu.
Tentei alcançar a Lua com meu olhar
"Você não deve passar"
Camada com vida própria
Sopro do Diabo com hálito de carniça
Impede tudo vivente de passar.
Consciente do meu despertar
Inconsciente da origem do chamado
Muitos com o desejo de olhar
Ela, que sempre esteve lá,
Agora vestida para matar.
Caminhando no escuro, com cuidado
Como que para não acordar o grande espírito
Jazido morto (?) na casa de todos
Guiado pela respiração gélida do vento
O Tempo cavalgando para trás
Eu a duras penas para frente.
Tudo era falso, era Morte,
Era suicídio e era Bom
O fim da Era
Natureza na Limpeza e Reciclagem
Naturalmente.
Sorrindo, Ela me benzeu
Com lágrimas chorosas
Para pesar mais efeitos
Que causas
A fim de certificar minha insanidade
Dei uma última olhada lá fora
Só pra garantir
Que o Terror estivesse mesmo instaurado.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Peregrinação em alto mar - QuaseMoisés
Eu caminhava no meio do mar, com os pés pra fora, quando encontrei uma joaninha dourada. Ela me disse "Oi, fica à vontade", mas aí eu disse que ela não estava numa música da Clarice Falcão e continuei meu pornô xanxada em alto mar, e ela seguia atrás.
Depois de 2 horas caminhando sem parar,
encontrei um banco onde pude sentar.
De repente tudo ficou preto e já era noite. Não sabia que sentar em bancos deixavam o dia mais escuro. Como que num repente, uma lâmpada imaginária daquelas que aparecem em desenhos animados se acendeu 5 cm acima do meu chakra coronário, arranquei tábua à tábua do banco e o dia foi clareando e a joaninha agonizando. Então estabeleci um ato de cognição, bem psicanalítica: a tábua era a joaninha, que representava o dia, que pela noite já era um gafanhoto, que murmurava antigas canções de ninar. "AHHHH, maldito boi da cara preta! Eu não tenho medo de careta! Só de alho!!"
De boca muito aberta, senti necessidade de contar isso para as próximas gerações. Peguei o primeiro punhado de água que vi pela frente e comecei a riscar freneticamente nos átomos de H2O a fórmula que identificaria o segredo de tal descoberta, por um futuro onde crianças cresçam ouvindo Pink Floyd e não estímulos para fazer com o gato o que fizeram com a Maria que Jesus salvou lá na Galiléia. [pausa]
Foi então que tudo se perdeu, porque o gafanhoto joaninha saltou no meu pescoço, abriu a boca e adentrou a veia que me conectava com o coração, trilhando-a até o núcleo. Lá estando, a joaninha gafanhoto se transformou num elefantE e eu, com o coração maior que o corpo, sofri um ataque fulminantE e só não morri porque era um elefante de brinquedo e estava sob(re) o mar.
PS: Não recomendado para pessoas com gostos habituais ou crianças menores de 2 anos.
Obrigado.
O FBI agradece (leia-se Éfe-Bi-Ai).
E eu também.
.
Mentira, sou ingrato.
Até.
Depois de 2 horas caminhando sem parar,
encontrei um banco onde pude sentar.
De repente tudo ficou preto e já era noite. Não sabia que sentar em bancos deixavam o dia mais escuro. Como que num repente, uma lâmpada imaginária daquelas que aparecem em desenhos animados se acendeu 5 cm acima do meu chakra coronário, arranquei tábua à tábua do banco e o dia foi clareando e a joaninha agonizando. Então estabeleci um ato de cognição, bem psicanalítica: a tábua era a joaninha, que representava o dia, que pela noite já era um gafanhoto, que murmurava antigas canções de ninar. "AHHHH, maldito boi da cara preta! Eu não tenho medo de careta! Só de alho!!"
De boca muito aberta, senti necessidade de contar isso para as próximas gerações. Peguei o primeiro punhado de água que vi pela frente e comecei a riscar freneticamente nos átomos de H2O a fórmula que identificaria o segredo de tal descoberta, por um futuro onde crianças cresçam ouvindo Pink Floyd e não estímulos para fazer com o gato o que fizeram com a Maria que Jesus salvou lá na Galiléia. [pausa]
Foi então que tudo se perdeu, porque o gafanhoto joaninha saltou no meu pescoço, abriu a boca e adentrou a veia que me conectava com o coração, trilhando-a até o núcleo. Lá estando, a joaninha gafanhoto se transformou num elefantE e eu, com o coração maior que o corpo, sofri um ataque fulminantE e só não morri porque era um elefante de brinquedo e estava sob(re) o mar.
PS: Não recomendado para pessoas com gostos habituais ou crianças menores de 2 anos.
Obrigado.
O FBI agradece (leia-se Éfe-Bi-Ai).
E eu também.
.
Mentira, sou ingrato.
Até.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Educação Proibida
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall...
Sobre o livro "Ismael", de Daniel Quinn
Uma abordagem mais detalhada de como as coisas vieram a ser
como são, utilizando-se de um método socrático, perguntando até chegar à
origem, Ismael, o Gorila que procura por alguém com um desejo de
salvar o mundo, nos mostra porque encaramos hoje essa situação de desastre contínuo,
muito além da mera poluição à natureza, da energia gasta e de toda essa balela
dita pela galera que se declara amiga do meio ambiente, Ismael vai no cerne das
questões, indo lá atrás, quando o homo sapiens sapiens declarou guerra ao
mundo, impondo a tal "Revolução" agrícola por onde passava, dominando
terras, pessoas, multiplicando-se sem fim, como se o controle de alimentos
fosse a necessidade humana mais latente. Iludidos com esse suposto controle e
com o conforto de não ser mais um mero animal no mundo, e tratando o mundo como
seu, a racionalidade avançou destruindo tudo que se via pela frente, causando
um aumento da população, desordem ao Ecossistema, deixando que o Ego
prevalecesse, para que não fosse mais necessário caçar ou viver da extração, não
vivendo mais a mercê, imaginando com isso que estaria fazendo um bem e sendo
superior, e assim nasceu o maior mito que hoje ainda encenamos: de que o mundo
foi feito para o homem. De que o homem é o topo da cadeia alimentar e a sua
tarefa é dominar a natureza e se as coisas estão fora do controle, é porque o
homem não possui o controle total da natureza, sobre a chuva, os ventos, e por
isso que o grande desejo desse ser hoje é conquistar o mundo, tirando o controle
total dos deuses (o universo, deus, seja lá o que ou quem for) e tomando o
poder como seu.
Todas estas questões passaram sem ele perceber que na
realidade a evolução se sucedeu justamente porque os seres se aceitavam como
seres no mundo e não como se o mundo fosse deles, e sem a percepção de que o
homem não é o último da cadeia, ainda muito para frente outros níveis de
consciência estão por vir, mas, para isso, é necessário que o homem abra mão
dessa questão egocêntrica, vivendo em comunidade e comunhão com os seres e com
o mundo, seja lá qual for o tipo de alimentação. É necessário encarar fatores
como a fome, o trabalho, o sentido da vida, como coisas naturais e que estão
muito aquém do nosso conhecimento, e de que nosso verdadeiro trabalho é viver,
somente. Encarar que a morte é algo natural, de que passar fome é natural, é o autocontrole
da natureza para evitar a superpopulação de uma determinada espécie. E quando
uma espécie se declara fora das leis da natureza, causa impacto em todos que
estão ao redor, pois há uma lei básica e em ação no mundo, a lei da natureza.
Não é uma sabedoria de quem ou o que deve morrer, não é só salvando animais,
digo isso mesmo sendo vegetariano, porque essa é uma questão que deve ser
tratada muito mais afundo sobre a morte de animais, a questão é a vida em
comunidade, o respeito e a aceitação de outras espécies, de outras tribos, outros
costumes, limites e liberdade. Leia e tire suas próprias conclusões, me
respondeu muitas das minhas inquietações e me agregou muitas outras. O autor
escreveu mais alguns sobre o assunto, ainda não li, mas está na minha lista de
urgências. E fazendo uma pesquisa sobre o livro em livrarias, vi um comentário
de uma pessoa que cita o filme “Instinto”, estrelado por Antony Hopkins e Cuba
Gooding Jr., que foi baseado ou tem como premissa o livro aqui tratado. Espero
alcançar alguém com essa indicação, depois de ler, tomo como tarefa alertar as
pessoas, pois é incrível o olhar que se ganha com a leitura, e uma urgência em
gritar aos quatro ventos a nossa situação fala mais alto que qualquer outro
desejo. Espero que sintam o mesmo.
Deixo aqui um link onde é possível encontrar o próprio Ismael e mais 3 outros livros:
http://escoladeredes.net/group/bibliotecadanielquinn
http://escoladeredes.net/group/bibliotecadanielquinn
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Tecelão em italiano
Em seu nome guardava uma profissão
Tecia lágrimas nos olhos de quem a via
Por tão bela visão:
Sua boca fez-me lembrar de tempos que desconhecia
Seu primeiro nome podia ser Hitler
Que jamais seu encanto se perderia
Beleza semelhante só vi em quadros antigos:
Seus olhos faziam poesia
E se uma noite sairmos para dançar
Abrirei meus olhos no paraíso
E, entre as nuvens flutuantes,
Fico ali a te contemplar
(Sinta as batidas do meu peito.
Providenciarei um amortecedor,
a fim de não arrebatar o esqueleto)
Peço desculpas já antecipadas
Pelas palavras clichês aqui usadas
Pois você merece Jobins, Chicos e Caetanos
Infelizmente meus pensamentos são mundanos
Continua a tecer no mundo
Prometo aqui não rimar
Pois você, sozinha, já é uma arte.
Tecia lágrimas nos olhos de quem a via
Por tão bela visão:
Sua boca fez-me lembrar de tempos que desconhecia
Seu primeiro nome podia ser Hitler
Que jamais seu encanto se perderia
Beleza semelhante só vi em quadros antigos:
Seus olhos faziam poesia
E se uma noite sairmos para dançar
Abrirei meus olhos no paraíso
E, entre as nuvens flutuantes,
Fico ali a te contemplar
(Sinta as batidas do meu peito.
Providenciarei um amortecedor,
a fim de não arrebatar o esqueleto)
Peço desculpas já antecipadas
Pelas palavras clichês aqui usadas
Pois você merece Jobins, Chicos e Caetanos
Infelizmente meus pensamentos são mundanos
Continua a tecer no mundo
Prometo aqui não rimar
Pois você, sozinha, já é uma arte.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
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